sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Nosso jubileu de ouro, você meu novo conto.

Seu tempo não é meu tempo...

É 2014, também sou cinquentenária.

Nosso jubileu de ouro muito bem guardado em lembranças de quem amou e se perdeu entre dois tempos entrelaçados de afazeres e necessidades.

Necessidades muitas vezes não mais nossas....

Nosso amor atropelado pelas angústias e incertezas da vida que nasce a cada dia....atropelando o que vem pela frente.

Nem soube que, desesperadamente imprimi o que, um dia poderia ser o grande acalanto da minha alma que nunca se separou da sua.






segunda-feira, 28 de julho de 2014

Coronéis metidos do MS, contem a verdade! Eu contarei um conto, um poderoso conto.

Bom dia!



Sou descendente de charrua, nascida em Dourados.

Bela terra, mas os coronéis meia boca da minha família me tiraram todos os direitos.

Um, o principal, que é o direito a ter uma família tradicional e bem quista.

Outro direito fundamental o de produzir decentemente empregos relacionados à terra.

Mas, tenho ainda direito legal a um pedaço de terra e pretendo reconstruir minha história.

Orgulho-me da meus ancestrais e luto para desbaratar a quadrilha de espíritos sem luz.

 Espíritos estes, nascidos nas últimas gerações da minha própria família.






Meu conto é breve, como breves eram as palavras de meu amado avô Mário Pedroso. 
Vou transformar a realidade de horror vivenciada pelo meu espírito, realidade esta que destruiu uma família. 
Começo por um conto, pois um conto eterniza todas as realidades e transforma mentes em construção de algo mais evoluído, espiritualmente falando.
Um conto constrói um novo império, um poderoso império que ultrapassa as fronteiras de um estado, de um país e até do nosso planeta.
Neste conto, personagens atuantes das décadas de sessenta, setenta e oitenta que poderiam criar algo digno e que optaram por todo tipo de conluios mal feitos.
Pessoas de sobrenome Pedroso e outros ligados a ele que optaram pelo ganho fácil, pelo roubo de herança, pela escravização da própria família, utilizando-se do seu conhecimento de forma mesquinha e extremamente limitada.
Implantaram o império do mal, e, em benefício próprio enriqueceram das mais variadas formas.
Influentes, se apoderaram da maçonaria para através desta brilhante ordem fazer o contrário que pregam os bons maçons. 
Como são familiares, a minha atuação para desbaratá-los fica extremamente delicada.
Muitos pagaram com a vida, eu paguei com o completo isolamento vindo para São Paulo, estado que me acolhe para sobreviver a custa do meu conhecimento e do meu trabalho.
Mas não acho justo apenas colocar uma pedra em cima de fatos com extrema gravidade.
Um conto que será a prisão existencial dos que atuaram de maneira desonesta e que tentam se justificar das formas mais absurdas possíveis.
Da minha família, nasceram o primeiro advogado de Dourados e o primeiro médico veterinário.
Estarão neste conto os letrados e os iletrados, os bons e os maus, os honestos e os ladrões.
Eles saberão que falo a verdade, apesar de se justificarem com mentiras. O que mais me importa é que, no momento em que colocarem suas cabeças no travesseiro, as imagens das suas intenções e suas ações verdadeiras perseguirão sua consciência e eles mesmos fecharão o cadeado de suas celas.

 Neste conto transformador de consciências, as crianças poderão perguntar:

 _ Quem foi o coroné Milo? 

_Quem foi o coroné Birma?

_Quem foi o capataz Sony?

 _Quem foi o capataz Olvídio? 

E a verdade brotará e iluminará todos os charruas descentes de Izidro Pedroso.


Voltei de Dourados nesta breve férias de inverno e agora quem "manda" na terra do Matuto é o coroné Rinha.

 Eu agora, digo como descendente de charrua agora um tanto letrada:

 _Vocês coronéis das trevas, não podem comigo! E as suas galinhas ciscantes que dormem com vocês além de feias são extremamente más e fazem tudo pelo vil metal. Eu não! Segui o conselho do meu amado avô. 

Ele disse: 

_Estude minha filha, neste mundo podem lhe roubar tudo, menos o que guarda dentro da sua cabeça. 

E assim sigo a vida, mandando apenas um recado para o coroné Milo, velho que ainda vive.

 "_Coroné, fala pro teu filho "aspirante" a coronezinho MarioJô não mexer com meus sobrinhos, pra ele colocar uma pedra em cima dos fatos. Senão, depois que o senhor morrer, Eu já velha, vou cavucar minha herança. Diga a verdade coroné Milo, diga pro aspirante gordo MarioJô que ele come o que meu avô deixou pra todos os netos e que sua parte, é fruto de roubo. Você, coroné Milo, é um grande ladrão de família, isso sim!

 E morra pelo menos com esta paz, porque o resto será providência divina."

 Despeço-me contanto este conto realidade, porque a realidade me causa nojo e um certo horror.


Maeli Aguilera Pedroso, bisneta de Izidro Pedrozo e Benedita com sangue de charrua luz.